15 erros que encarecem (muito) sua viagem internacional – e como evitar cada um deles

15 erros que encarecem (muito) sua viagem internacional – e como evitar cada um deles

Viajar para o exterior não precisa ser sinônimo de estouro de orçamento. A maior parte dos gastos extras não vem de “imprevistos do destino”, e sim de erros de planejamento que poderiam ser evitados com informação.

Veja aqui os principais deslizes que fazem você gastar muito mais em passagens, câmbio, IOF, seguro, hospedagem, alimentação, transporte e internet – sempre com alternativas práticas para economizar.

1. Comprar passagem em cima da hora

Por que encarece?
Passagens compradas muito perto da data da viagem podem custar até 4–5 vezes mais do que o preço médio daquele trecho. Companhias aéreas usam precificação dinâmica: quanto menor a antecedência e maior a ocupação – e consequentemente, mais caro.

Como evitar:

  • Planeje compra de passagens com pelo menos 6 meses de antecedência (para a maioria dos destinos).
  • Use alertas de preço (Google Flights, Skyscanner).
  • Seja flexível com datas e aeroportos alternativos.
  • Evite alta temporada local (férias escolares, feriados, grandes eventos).

2. Ignorar taxas extras na passagem aérea

Por que encarece?
O valor “barato” que aparece no anúncio muitas vezes não inclui:

  • bagagem despachada
  • marcação de assento
  • taxa de embarque opcional de agências
  • cobrança por remarcação ou cancelamento

 

Somando tudo, sua “promoção” pode sair mais cara que outra tarifa mais completa.

Como evitar:

  • Compare sempre o custo final, já com taxas e bagagem.
  • Verifique se vale a pena pagar por um pacote de serviços (bagagem + assento).
  • Leia as regras tarifárias antes de comprar (especialmente das companhias low cost).

3. Deixar o câmbio para última hora

Por que encarece?
Trocar moeda em cima da hora, no aeroporto ou em casas de câmbio muito turísticas, quase sempre significa:

  • pior cotação
  • tarifas e comissões mais altas
  • pouca possibilidade de comparação

 

Como evitar:

  • Comece a comprar moeda aos poucos, em momentos de baixa do câmbio.
  • Compare cotações em apps e sites de câmbio antes de fechar.
  • Evite trocar grandes quantias em aeroportos; use apenas para emergências, se necessário.
  • Considere contas globais e bancos digitais que ofereçam câmbio mais competitivo.

4. Não entender o impacto do IOF e do spread bancário nos cartões

Por que encarece?
Compras internacionais no cartão de crédito estão sujeitas a IOF e, em muitos casos, a spread cambial – uma margem que o banco adiciona sobre a cotação “oficial” da moeda.

Isso faz diferença porque:

  • IOF incide sobre operações como:

    • compras em moeda estrangeira no cartão de crédito
    • saques no exterior
    • recargas de cartões pré-pagos
  • spread cambial é a “taxa extra” que muitos bancos e emissores de cartão cobram ao converter suas compras para reais.

    • Exemplo: se o dólar comercial está a R$ 5,00, o cartão pode cobrar R$ 5,25 ou R$ 5,30 (spread de 5%–6%).

 

Na prática, você paga mais caro duas vezes: pelo IOF e pela cotação menos favorável.

Como evitar:

  • Acompanhe atualizações do IOF para 2025–2026 em fontes oficiais e portais econômicos.
  • Consulte a política de câmbio do seu banco/cartão:
    • qual índice de referência usa (PTAX, turismo etc.)
    • qual o percentual médio de spread cobrado sobre a cotação
  • Priorize contas globais e cartões internacionais com:
    • sem cobrança de spread
    • cotação mais próxima da taxa comercial
    • transparência na forma de cálculo
  • Evite saques frequentes em caixas eletrônicos no exterior (têm IOF, spread e, muitas vezes, tarifa fixa por saque).
  • Sempre peça para o pagamento ser feito na moeda local, em vez de aceitar conversão imediata para reais (DCC), que geralmente soma um spread ainda maior.
  • Compare o custo efetivo total (IOF + spread + tarifas) de:
    • cartão de crédito
    • conta internacional
    • compra de moeda em espécie e defina em quais situações usará cada opção (compras do dia a dia, reservas online, emergências etc.).

Dica

Eu uso e recomendo a conta global da Wise, pois além de segura e funcionar perfeitamente em dezenas de países, tem a melhor cotação e taxa entre as contas digitais. Caso não tenha uma conta na Wise, clique no botão baixo, abra a sua conta e ainda tenha taxa zero na sua primeira transferência até R$3.000,00.

5. Aceitar “conversão para reais” na maquininha

Por que encarece?
Muitos estabelecimentos oferecem a opção de pagar em reais (Dynamic Currency Conversion – DCC). Parece conveniente, mas:

  • a conversão costuma ser feita com taxas muito desfavoráveis
  • você paga mais caro do que pagaria cobrando na moeda local, mesmo com IOF

 

Como evitar:

  • Quando perguntarem: “Crédito em reais ou na moeda local?”, escolha sempre moeda local.
  • Desconfie de conversões “automáticas” para BRL na maquininha e peça para mudar.

6. Viajar sem seguro viagem

Por que encarece?
Uma emergência médica no exterior pode custar o equivalente ao valor total da viagem – ou mais. Sem seguro, você paga tudo do próprio bolso. Em muitos países europeus (e no Espaço Schengen), o seguro é obrigatório.

Como evitar:

  • Contrate seguro viagem com:
    • cobertura médica compatível com o custo do país de destino
    • assistência em caso de extravio de bagagem e cancelamento
  • Compare planos em sites especializados e leia as exclusões de cobertura.
  • Evite escolher apenas o mais barato; busque melhor custo-benefício.

Dica

Para adquirir um seguro, indico a COMPARAR SEGUROS DE VIAGEM. Com eles, você consegue cotar a melhor condição em diversas seguradoras. Garanta 20% de desconto na sua cotação.

7. Não pesquisar o que o seguro do cartão já cobre

Por que encarece?
Alguns cartões de crédito oferecem seguro viagem gratuito para quem compra a passagem com o cartão.

Como evitar:

  • Verifique no site do seu cartão se há seguro viagem atrelado à compra da passagem.
  • Leia o certificado: valor de cobertura, países incluídos, exigência de ativação.

8. Usar roaming de dados sem planejamento

Por que encarece?
Roaming internacional tradicional pode gerar contas de centenas ou milhares de reais, especialmente se você usar:

  • vídeos
  • redes sociais
  • mapas em tempo real
  • chamadas de vídeo

 

Como evitar:

  • Desative o roaming de dados assim que o avião pousar, se não tiver pacote contratado.
  • Pesquise com antecedência:
    • chips físicos de operadoras locais
    • eSIM internacionais (como Holafly, Airalo etc.)
    • planos de roaming fechados (TIM, Claro, Vivo) com preço fixo por dia
  • Baixe mapas offline (Google Maps), traduções offline e roteiros antes de viajar.

9. Usar chip/eSIM sem entender o plano

Por que encarece?
Comprar qualquer chip/eSIM “porque é mais barato” pode ser cilada se o plano tiver:

  • franquia de dados insuficiente
  • bloqueio em determinados países da rota
  • validade menor que o período da viagem

 

Resultado: você compra outro chip no meio da viagem.

Como evitar:

  • Verifique: franquia, velocidade, cobertura de países e validade do plano.
  • Compare chips locais vs. eSIM internacionais – às vezes a solução mista é a ideal.
  • Calcule seu consumo aproximado (horas de mapa, redes sociais, chamadas).

Dica

Caso queira adquirir um chip internacional, sugiro a Brasil Roaming. Eles têm um ótimo preço, suporte 24h em português e o chip funciona super bem na Europa. Clique no botão abaixo e adquira o seu chip com 10% de desconto utilizando o cupom #DESEMBARCANDO.

10. Escolher hospedagem apenas pelo preço da diária

Por que encarece?
A diária barata pode vir com:

  • localização ruim (gasto maior com transporte)
  • taxas extras não informadas claramente (resort fee, limpeza, imposto local)
  • falta de cozinha ou café da manhã, obrigando a gastar mais com refeições

 

Como evitar:

  • Considere custo total:
    • diária + taxas + deslocamento até principais pontos
  • Verifique se há:
    • acesso fácil a transporte público
    • opções de mercado próximo
    • cozinha ou frigobar (para refeições simples)
  • Leia avaliações recentes sobre limpeza, segurança e ruído.

11. Não planejar alimentação

Por que encarece?
Comer sempre em regiões turísticas, sem pesquisa, leva a:

  • menus mais caros
  • taxas de serviço e couvert inflados
  • “pegadinhas” em menus com preço por 100 g ou por pessoa

 

Como evitar:

  • Pesquise restaurantes com boa avaliação e preço justo fora do circuito mais turístico.
  • Combine:
    • um almoço mais simples (mercados, padarias, comida de rua confiável)
    • com um jantar mais elaborado, se quiser experiência gastronômica.
  • Use mercados e supermercados para café da manhã e lanches.

12. Não pesquisar transporte interno

Por que encarece?
Depender só de táxi ou apps de transporte, sem avaliar alternativas, aumenta muito o gasto diário. Além disso, muitos turistas pagam caro por:

  • transfer privado desnecessário
  • táxis de aeroporto com tarifa fixa muito alta, quando existe trem ou metrô

 

Como evitar:

  • Antes de viajar, veja:
    • como funciona o transporte público do destino
    • se há passes diários ou semanais
    • melhor forma de ir do aeroporto até sua hospedagem
  • Compare o custo de aluguel de carro vs. transporte público e apps, considerando:
    • pedágios
    • estacionamento
    • combustível
    • seguros obrigatórios

13. Não ter um orçamento mínimo definido

Por que encarece?
Sem um teto de gasto diário, é fácil se empolgar com:

  • lembrancinhas
  • passeios extras
  • restaurantes “só hoje” – todos os dias

No fim, o cartão volta estourado e a viagem sai muito além do planejado.

Como evitar:

  • Defina um orçamento diário por pessoa (em moeda local).
  • Separe gastos por categorias:
    • alimentação
    • transporte
    • passeios
    • compras
  • Use apps simples de controle financeiro ou uma planilha para registrar gastos ao final de cada dia.

14. Ignorar promoções e programas de fidelidade

Por que encarece?
Deixar de usar:

  • programas de milhagem
  • clubes de pontos
  • promoções de bancos e cartões
  • ofertas de seguros ou upgrades gratuitos

é perder oportunidade de reduzir custos que você já teria de qualquer forma.

Como evitar:

  • Cadastre-se nos programas de fidelidade das principais companhias aéreas.
  • Avalie se faz sentido participar de clubes de milhas, sem entrar em dívidas.
  • Fique atento a promoções de:
    • transferência bonificada de pontos do cartão para companhias aéreas
    • descontos em seguro viagem, chips e hospedagens parceiros.

15. Viajar sem planejamento e sem roteiro mínimo

Por que encarece?
A ausência de um planejamento básico e de um roteiro estruturado não só prejudica a experiência, como aumenta vários custos da viagem:

  • Você acaba comprando ingressos na hora, pagando mais caro do que na compra antecipada (ou perdendo descontos online).
  • Perde tempo com deslocamentos mal planejados, fazendo bate-volta longos e caros ou usando transporte inadequado.
  • Fica mais exposto a armadilhas turísticas: restaurantes caros em áreas hiper turísticas, passeios “pega-turista”, compras por impulso.
  • Não aproveita combos e passes (city pass, cartões de transporte + atrações), que exigem um mínimo de organização para valer a pena.

 

Na prática, a falta de roteiro faz com que você gaste mais tempo, mais dinheiro e ainda aproveite menos o destino.

Como evitar:

  • Defina objetivos claros da viagem

    • A viagem é mais cultural, gastronômica, de compras, natureza ou uma mistura?
    • Isso ajuda a priorizar bairros, atrações e até o tipo de hospedagem.

 

  • Monte um roteiro macro por dia

    • Liste as principais atrações que quer visitar em cada dia.
    • Agrupe pontos turísticos por região/bairro, para otimizar deslocamentos.
    • Inclua sempre uma margem de flexibilidade para imprevistos ou mudanças de humor.

 

  • Compre antecipadamente o que realmente compensa

    • Ingressos de atrações muito concorridas (museus famosos, mirantes, parques temáticos).
    • Passeios com lotação limitada (excursões de um dia, tours específicos).
    • Avalie se passes de atrações (city passes) fazem sentido para o seu ritmo.

 

  • Planeje deslocamentos entre cidades ou países

    • Compare custo total de:
      • trem
      • ônibus rodoviário
      • avião low cost (incluindo bagagem e deslocamento até aeroportos mais distantes)
    • Garanta que os horários façam sentido dentro do seu roteiro (para não “perder dias” inteiros em deslocamento sem necessidade).

 

  • Pesquise com antecedência restaurantes e mercados estratégicos

    • Separe algumas opções em cada região que pretende visitar.
    • Inclua mercados, padarias e redes locais no roteiro para refeições mais econômicas.
    • Evite escolher restaurante apenas “porque está na frente”, em zonas turísticas caras.

 

  • Use ferramentas de planejamento

    • Mapas personalizados (Google My Maps) com pins de:
      • atrações
      • restaurantes
      • estações de metrô/trem
    • Isso ajuda a visualizar o dia e evitar “vai-e-volta” desnecessário, que custa tempo e dinheiro.

 

  • Mantenha flexibilidade, mas com base

    • Tenha 60–70% do dia planejado (principais visitas e deslocamentos) e o restante aberto para descobertas espontâneas.
    • Assim, você aproveita o melhor dos dois mundos: organização para economizar e liberdade para aproveitar o inesperado.

Conclusão: o maior vilão é a falta de planejamento

Os erros que mais encarecem uma viagem internacional não são “azar” – são, em geral, resultado de:

  • compra de passagens sem estratégia
  • desconhecimento sobre câmbio, IOF e conversão
  • subestimação do custo de saúde, internet e transporte
  • falta de comparação entre opções

 

Com um pouco de planejamento, você:

  • paga muito menos em passagens
  • evita surpresas no cartão
  • se protege de gastos médicos astronômicos
  • usa internet e transporte de forma eficiente
  • aproveita melhor cada moeda investida na viagem

Quer um roteiro sob medida para economizar e aproveitar muito mais?

Planejar uma viagem internacional vai muito além de escolher passagens e hospedagem. Um bom roteiro decide quanto você gasta por dia, quanto tempo perde em deslocamentos e até se você vai conseguir ou não conhecer o que realmente importa para você.

Se você quer:

  • um roteiro personalizado ao seu estilo de viagem (gastronômica, cultural, família, compras etc.)
  • um plano diário que otimiza deslocamentos e evita perder tempo e dinheiro
  • indicação de hospedagens, restaurantes, atrações e passes com melhor custo-benefício
  • suporte para montar um orçamento realista em moeda local

eu ofereço um serviço de planejamento e roteiro de viagem personalizado, pensado para reduzir custos e aumentar o aproveitamento da sua experiência.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *